21 Dezembro 2007

Ação das forças de segurança e Exército é elogiada na reunião do GGI - Mato Grosso


Várzea Durante - Na reunião do Grupo de Gestão Integrada (GGI), o comandante da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, general Guilherme Clas Theophilo Gaspar de Oliveira, elogiou a participação das forças de Segurança do Estado na Operação Cadeado II e, assegurou para 2008 a realização de novas operações, inclusive com a possibilidade de ampliação do alcance no estado. A reunião do GGI aconteceu na terça-feira (18.12) e contou com a presença do secretário de Justiça e Segurança Pública, Carlos Brito e autoridades da Segurança Pública.

Durante a avaliação que fez da Operação Cadeado II, o general lembrou que a atuação conjunta, Exército e as forças estaduais de segurança pública, foi elogiada e citada como referência de trabalho positivo nos altos escalões do Exército. “No próximo ano queremos estreitar ainda mais esses laços em especial na região de fronteira”, disse o general.

A Secretaria de Justiça e Segurança Pública, por meio da Polícia Militar, Grupo Especial de Segurança de Fronteira (GEFron) e da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (CIOPAer), Polícia Civil e Corpo de Bombeiros apoiaram as operações do Exército Brasileiro ao longo da faixa territorial de fronteira com a Bolívia, atuando no combate aos crimes transfronteiriços.

A operação reuniu cerca de mil homens das forças de segurança do país e foi desenvolvida em 21 municípios que integram a faixa de fronteira entre Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bolívia – país apontado com um dos principais revendedores de entorpecentes para o Brasil.

Entre os dias 30 de novembro e 09 de dezembro, período de realização da Operação, os trabalhos de controle sobre estradas, rios e localidades foi intensificado, visando coibir os crimes ambientais e de fronteira, como contrabando, tráfico de drogas e armas.

As ações incluíram a instalação de postos de bloqueio e controle de estradas, patrulhamento fluvial e da divisa seca, além de atuações na área de inteligência. Durante o policiamento, o CIOAper e o GEFron atuaram integrados efetuando inúmeras incursões e patrulhamento aerotransportados a oeste do Estado, entre os municípios de Comodoro e Vila Bela da Santíssima Trindade e desta, passando pela região de Matão até as localidades de Roça Velha, Avião Caído e ao longo da BR-070 no trecho que liga San Mathias (Bolívia) à Cáceres, atuando especificamente nas rodovias e vias secundárias, próximas aos destacamentos do Exército de Casalvasco, Palmarito, Santa Rita e Fortuna, além da região de Baía Bela.

Na Operação foram efetuadas abordagens em veículos e pessoas que transitavam pela região. Foram abordados e checados em média 205 veiculos e 450 pessoas por dia.

Na avaliação dos coordenadores do Gefron, a sociedade, especialmente as pessoas que vivem ao longo da faixa fronteiriça, sentiram-se melhor amparadas, diante da intensidade das ações e da movimentação dos organismos de segurança pública que atuaram na região, tendo havido diminuição das ações criminosas especialmente as de tentativa de transposição de veículos e tráfico internacional de drogas, bem como de tentativa de transposição irregular de mercadorias com sonegação de impostos.

Participam também da operação o Gaeco - Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público Estadual (MPE), Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), Polícia Rodoviária Federal e Ibama.

18 Dezembro 2007

Helicóptero com Papai Noel é alvejado

Vôo entre favelas rivais para distribuir brinquedos teria motivado tiros de traficantes; ninguém se feriu



ITALO NOGUEIRA
DA SUCURSAL DO RIO

A guerra do tráfico no Rio de Janeiro quase acabou com a festa de Natal de cerca de 700 crianças de três favelas do complexo da Maré (zona norte). Um helicóptero que levava um Papai Noel até a favela Baixa do Sapateiro, no último domingo, foi atingido por dois tiros e teve de voltar à base de decolagem.

A aeronave sobrevoava a favela Vila do João, também no complexo, quando foi atingida. A polícia atribui o ataque à rivalidade entre traficantes que controlam a venda de drogas nas duas favelas.

A ADA (Amigos dos Amigos) atua na favela, e o TCP (Terceiro Comando Puro), na Baixa do Sapateiro, local da festa.

A festa foi organizada por três associações de moradores de favelas do complexo: Baixa do Sapateiro, Nova Maré e Timbau. Cerca de mil pessoas aguardavam a chegada do Papai Noel. O Jet Ranger 206, saiu por volta das 17h da base da empresa Helirio Táxi Aéreo. Piloto, co-piloto e Papai Noel seguiram para a Baixa do Sapateiro.

A aeronave foi atingida na tampa da turbina e na altura do tanque de óleo, a 150 m, sobre a Vila do João. A polícia ainda não sabe o calibre da arma usada. Após o impacto, o piloto voltou à base. Avisados, os organizadores foram buscar o Papai Noel, que identificou-se como Paulo Henrique, e foi de carro à festa, na praça do Dezoito.

"Foi tudo muito rápido. Eu sinto tristeza. Ver que a coisa chegou a esse ponto. Foi a primeira vez que aconteceu comigo" disse Henrique, que afirmou ainda que, antes de voar, faz orações. "O resto fica por conta do destino."

O aluguel do helicóptero custou R$ 1.500. Henrique cobrou R$ 300 para fazer o papel.

A festa começou com quase duas horas de atraso, mas fez a alegria das crianças, com a distribuição de cerca de 500 brinquedos, comprados, segundo os organizadores, com o apoio dos comerciantes da região.

"Infelizmente temos este tipo de problema. Mas demos um jeito e continuamos a festa", disse Flávio Aguiar, presidente da associação de moradores da Nova Maré.

Para o delegado Aldari Viana, que investiga o caso, traficantes miraram contra o Papai Noel para atingir a facção rival.

"Como eram de facção contrária, não queriam a festa do outro lado", disse Viana. O complexo da Maré é composto por 22 favelas e dividido pelas três principais facções criminosas do Rio -TCP, ADA e Comando Vermelho -, que estão em constante conflito.

Segundo Carlos Lemos, um dos sócios da Helirio Táxi Aéreo, foi a primeira vez que o problema ocorreu com uma de suas aeronaves.

15 Dezembro 2007

Morador de rua é atacado com ácido no Paraná


DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha, em Curitiba

Um morador de rua foi queimado com ácido enquanto dormia em Curitiba (PR). Desempregado, Alexsandro Duarte Matos, 31, foi internado em estado grave e ainda corre risco de morte. Ele foi atacado no bairro Jardim das Américas. Matos dormia na calçada, sob o toldo de um aviário, quando foi atingido pela substância, na madrugada de anteontem.

Ele sofreu queimaduras de terceiro grau nas mãos e no rosto. A Polícia Civil foi avisada quase 24 horas depois do crime pela direção do Hospital Evangélico, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública.

A direção da instituição diz que teve dificuldades para saber o que tinha acontecido. O diretor-clínico, Samir Bark, afirma que Matos chegou sem documentos, com muita dor e dificuldades iniciais para lembrar o próprio nome.

O caso está sob investigação na Delegacia de Homicídios. Uma equipe de policiais, segundo a Secretaria de Segurança, foi designada para levantar informações sobre os responsáveis pelo ataque. O tipo de ácido ainda não foi identificado.

O lugar onde o homem foi atingido pelo ácido era usado para dormir há cerca de quatro anos. Ele sobrevivia de esmolas e vivia sozinho pelas ruas.

Bark diz que casos como esse são raros no Paraná. O Hospital Evangélico é a instituição especializada no atendimento a vítimas de queimaduras no Estado. De acordo com Bark, o morador de rua ainda corre risco de morte porque as queimaduras podem evoluir para um quadro infeccioso.

Morador de rua morre depois de ser apedrejado e atropelado na Avenida Presidente Vargas


RIO - Um morador de rua ainda não identificado foi apedrejado e atropelado na manhã deste sábado na Avenida Presidente Vargas, na saída do mergulhão da Praça XV, e morreu no local. Policiais do 13º Batalhão (Praça Tiradentes) estão ao lado do corpo esperando a chegada da perícia. Ainda não se sabe quem foi o autor da agressão.

Lutador de jiu-jítsu Ryan Gracie é preso na zona sul acusado de roubo


SÃO PAULO - O lutador de jiu-jítsu e vale-tudo Ryan Gracie, de 33 anos, foi preso na tarde desta sexta-feira acusado de roubar um carro e de agredir um idoso de 76 anos no bairro do Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo. De acordo com policiais do 15° distrito policial, onde a ocorrência foi registrada, Ryan ainda tentou roubar uma Fiorino e uma moto, mas foi dominado por motoboys depois que um deles deu um golpe de capacete no lutador. O lutador disse às vítimas que estava sendo perseguido e precisava fugir. Ryan é um membros da família Gracie, precursores do jiu-jítsu e do vale-tudo no país.

Segundo a polícia, Ryan roubou um Toyota Corolla de um aposentado de 76 anos, vizinho ao prédio dele na Rua Jacurici. O idoso foi abordado quando saía do prédio e foi ferido pelo lutador na mão esquerda. Ele estava armado com uma faca de cozinha. Na fuga, Ryan subiu com o carro na calçada, derrubou um orelhão e foi parar numa mureta na Avenida Henrique Chama. Ele abandonou o veículo e tentou roubar uma Fiorino. O motorista foi abordado por Ryan, mas consegui fugir. O lutador seguiu então até a Avenida Juscelino Kubitschek.

Ele abordou o motoboy Adriano da Silva Souza, de 29 anos. Segundo contou aos policiais, o motoboy foi ameaçado de morte pelo lutador.

- Ele colocou a faca no meu pescoço e disse que ia me matar se eu não entregasse a moto - afirmou o motoboy.

O motoboy foi derrubado pelo lutador e quando Ryan tentava ligar a moto, Adriano bateu com o capacete na cabeça do lutador. Outros motoboys que passavm pelo local dominaram Ryan e a polícia foi chamada. Ele foi preso e levado para o 15º (Itaim Bibi) distrito policial. O delegado vai pedir exame toxicológico.

Em 2000, o lutador já havia sido preso por esfaquear uma pessoa numa boate no Rio de Janeiro, cidade onde nasceu. A agressão aconteceu durante uma briga.

O sobrenome Gracie é sinônimo do jiu-jítsu no Brasil. Foi a família que difundiu a arte marcial no país e criou um novo estilo de lutar. Os irmãos Hélio e Carlos apredenderam a luta com um mestre japonês e repassaram aos filhos, netos e bisnetos. Eles adaptaram a arte marcial japonesa e criaram o que hoje é conhecido como Gracie jiu-jítsu. Para mostrar que sua forma de lutar era extremamente eficiente, os irmãos desafiaram lutadores de todos os estilos para um combate sem regras. Foi assim que na década de 30 nasceu o vale-tudo.

Nos anos 90, foi realizado o primeiro campeonato mundial de luta livre, com transmissão mundial dos combates. Royce e Rickson filhos de Hélio tornaram-se astros internacionais desse tipo de luta e sempre há descendentes da família Gracie sendo preparados para lutar.

10 Dezembro 2007

Kombi despenca de viaduto e cai sobre casa, em Ricardo de Albuquerque

Onze pessoas ficaram feridas


Marcelo Bastos

Rio - Onze pessoas ficaram feridas quando uma kombi caiu de um viaduto em Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte, atingindo uma casa, nas proximidades da Avenida Brasil. Segundo os bombeiros, o veículo caiu após bater em outra kombi.

Duas vítimas foram atendidas o local e liberadas. Os outros feridos foram levados pelos bombeiros do Quartel de Guadalupe para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes. O tráfego segue intenso no local, mas não apresenta retenções.

Em outro acidente, um carro capotou na pista sentido Rio, da Ponte, na altura do Vão Central. O motorista foi levado para o Hospital Souza Aguiar, no Centro.

Homem é morto por suposta dívida de R$ 10


Um homem foi espancado até a morte por três pessoas em Lagoa da Prata (MG) devido a uma dívida de R$ 10, segundo a Polícia Militar. Rubens Modesto, 31 anos, estava em um bar no centro da cidade quando foi abordado.

Entre os suspeitos estão dois homens e um adolescente de 17 anos. Segundo a PM, o jovem alegou ter vendido uma bicicleta para Modesto e lhe cobrava a quantia de R$ 10. Testemunhas disseram que a vítima negou a dívida, o que teria motivado a agressão.

Modesto foi atingido em diversas partes do corpo, principalmente na cabeça. Ele morreu no local, segundo a PM. Os suspeitos foram detidos.

09 Dezembro 2007

Motorista baleado derruba poste na Avenida Brasil

Ele pode ter sido ferido durante tentativa de assalto


Carol Medeiros

Rio - No começo da manhã deste domingo, um Fita Siena (LPR 1033) colidiu e derrubou um poste na pista lateral de descida da Avenida Brasil, próximo ao viaduto da Ilha do Governador, na Zona Norte.

O motorista Marco Antônio Pinheiro de Jesus, 35 anos, estava baleado no abdome e seu carro tinha outras três perfurações de bala. Ele foi atendido pelos bombeiros e levado para o Hospital Geral de Bonsucesso. A polícia ainda não sabe se o homem foi vítima de assalto. Seu estado de saúde é grave.

Idoso faz disparos contra bar e é espancado por freqüentadores


Rio - Jorge dos Santos Almeida, de 63 anos, foi espancado por moradores na Estrada do Campinho, em frente ao número 4.659, em Campo Grande, na Zona Oeste.

Segundo policiais militares, a vítima parou o Chevette cinza que dirigia na porta de um bar e, armada, fez disparos contra várias pessoas que estavam no local. Ninguém foi atingido pelas balas. Revoltados, os frequentadores do bar começaram a agredir Jorge dos Santos Almeida, que acabou espancado.

Duas mulheres são vítimas de seqüestro relâmpago em Icaraí


Cláudio Emanuel

Duas moradoras de Icaraí teriam sido vítimas de seqüestro-relâmpago na noite de sexta-feira. Elas contaram aos policiais que foram rendidas na Rua Otavio Kelly, por dois homens armados e levadas a um shopping em São Gonçalo, onde teriam sido obrigadas a fazer saques em caixas eletrônicos.

Segundo o registro feito, por policiais da 77ª DP (Icaraí), uma das vítimas, N. teria feito os saques em dos caixas eletrônicos instalado no shopping. A outra teria ficado como refém no estacionamento.

N., segundo a policia teria sido levada como refém no próprio carro e liberada pouco depois, no Trevo de Manilha, na divisa do município com Itaboraí. Os assaltantes fugiram com o carro da vítima.

Flanelinhas 'atacam' livremente em ruas de Niterói


Isabel de Araújo

A atuação de guardadores de carro regulamentados na cidade, através da concessão à empresa Niterói Rotativa, é restrita ao Centro e a Icaraí, na Zona Sul. Mas na prática, basta qualquer motorista estacionar o carro em uma rua movimentada para ouvir a incômoda pergunta: "E aí, patrão (madame), quer que eu dê uma olhadinha?". Temendo ver o veículo danificado ou, simplesmente, por terem simpatizado com o flanelinha, muitas pessoas acabam desembolsando pelo menos R$ 1.

No entanto, a grande maioria dos moradores da cidade não acha correto pagar para estacionar nas ruas, sendo que alguns deles afirmam que a cidade está sendo loteada.

Entre os bairros que mais sofrem com a atuação ilegal de flanelinhas, São Francisco lidera o ranking, seguido por Charitas. Diariamente, após as 19 horas, e nos fins-de-semana ou feriados, o canteiro central da Avenida Quintino Bocaiúva (orla de São Francisco) se transforma num verdadeiro escritório dos guardadores ilegais de carro. Já na Avenida Prefeito Silvio Picanço (orla de Charitas) a atuação fica restrita às margens do calçadão.

Segundo os freqüentadores destes dos bairros, dependendo do carro, alguns flanelinhas chegam a pedir entre R$ 3 e R$ 10. Mas no caso de festas particulares em casas noturnas, a tabela de preços fica mais salgada e a tarifa, irregularmente cobrada, não fica abaixo da casa dos R$ 10.

Clientes dos bares e restaurantes da orla de São Francisco ou dos quiosques de Charitas têm que arcar com a despesa extra do estacionamento. Foi o caso do turista de Natal Daniel Dantas, de 32 anos, levado pela amiga e moradora de Icaraí Mariana Peçanha, de 31, para conhecer o point.

"Confesso que fiquei um pouco impressionado com a forma com que os flanelinhas abordam os motoristas. Eles chegam pedindo R$ 3. Na minha cidade, infelizmente, esta prática já se tornou comum, mas lá os motoristas dão menos de R$ 0,50 e não escutam ofensas", disse Dantas, que é analista de sistemas.

Familiarizada com a situação, Mariana, que é universitária, contou que no bairro onde mora a atuação de guardadores é bem menor. Contudo, acha o serviço normal.

"Geralmente acabo dando R$ 3. Acho que estas pessoas estão na rua porque precisam trabalhar. Até hoje nunca me senti ameaçada", disse a jovem.

Ação paralela - Em Icaraí, um dos bairros que tem a concessão da Niterói Rotativa, guardadores de carro legalizados dividem espaço com flanelinhas. O polígono, que fica sob os cuidados dos vendedores de cartela, é formado, segundo a secretária de Serviços Públicos, Trânsito e Transporte, Dayse Monassa, pelas ruas Miguel de Frias, Joaquim Távora e Avenida Roberto Silveira. No entanto, segundo motoristas, o entorno da Praça Getúlio Vargas, após às 19 horas, é ocupado por flanelinhas irregulares.

Outro ponto que foi apontado como crítico foi a Rua Miguel Couto, que é transversal à Avenida Roberto Silveira.

"Principalmente nos dias de casamento na Igreja Porciúncula da Sant'Anna, os flanelinhas se multiplicam na Miguel Couto. Dependendo do carro, eles chegam a pedir de R$ 10 a R$ 15 pelo estacionamento", disse um morador que pediu anonimato.

No Centro da cidade, várias ruas também são tomadas por flanelinhas. As ações se concentram, segundo moradores, nos arredores do Plaza Shopping. A estudante de cinema, B.O., de 19, que é moradora do bairro, disse já ter visto inúmeras vezes flanelinhas anotarem a placa de motoristas que se recusaram a pagar.

No Centro, a concessão à Niterói Rotativa é restrita ao polígono formado pelas ruas Andrade Neves, São Sebastião, Avenida Rio Branco, Conceição, Doutor Celestino, Marquês de Paraná e Feliciano Sodré. A Avenida Amaral Peixoto também fica sob a concessão.

Cadastro prévio para identificar trabalhadores

De acordo com o delegado Sarmet Franco, titular da 79ª DP (Jurujuba), a pedido da Secretaria de Segurança Pública, a distrital fez, no começo deste ano, o cadastramento dos flanelinhas que atuam nestes dois bairros. No total foram registradas 44 pessoas, das quais duas eram foragidas da polícia e a terceira tinha antecedentes criminais.

"Um era condenado por assassinato no Pará, outro por tráfico de drogas em São Fidélis e, um terceiro, tinha anotação criminal por uso de drogas".

A intenção do cadastramento, segundo Sarmet, era identificar, entre o grupo atuante no bairro, possíveis marginais.

"Sabemos, através deste sistema, quem está atuando na região e, desta forma, podemos dar segurança aos freqüentadores e moradores. No caso de algum flanelinha de fora tentar atuar aqui, ficaremos sabendo e vamos fazer o cadastro dele também. Mas os flanelinhas daqui já são conhecidos pelos freqüentadores e não criam problema", enfatizou.

O delegado contou ainda que pretende, a partir desta semana, começar a cadastrar os moto-táxis que atuam na área de Jurujuba, São Francisco, Charitas e Largo da Batalha.

Morre menino niteroiense baleado em clube do Alto Leblon no Rio


Morreu no sábado, às 17h50, o menino Hugo Ronca Cavalcanti, de 12 anos, baleado na cabeça no dia 1° de dezembro, no Clube Federal, Alto Leblon, Zona Sul do Rio, quando jogava futebol. Hugo ficou uma semana internado no Hospital Miguel Couto, em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). O sepultamento está marcado para as 16h no Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, Niterói. A família de Hugo havia se mudado, recentemente, do Leblon para Itaipu, na Região Oceânica de Niterói, a fim de fugir da violência na capital.

A reconstituição realizada pela polícia no Clube Federal concluiu que o tiro que atingiu Hugo partiu da frente do clube. O delegado da 14ª DP (Leblon), Rafael Menezes, disse que a bala pode ter sido disparada da Chácara do Céu, que fica a 500 metros do clube, mas ainda não está descartada a hipótese de que tenha partido de um dos prédios localizados na Rua Timóteo da Costa. A polícia trabalha com a hipótese de o tiro ter partido da favela porque, segundo os peritos, a bala seria de uma pistola calibre 9 mm, que pode percorrer até mil metros.

Nesta segunda-feira, uma junta especial – que contará com a participação de um especialista em armas do Exército e um catedrático em física da UFRJ – irá se reunir no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). Serão cruzadas informações do laudo radiológico do Instituto Médico-Legal (IML) e dos laudos de tomografia do Hospital Miguel Couto, para definir de vez o calibre da bala que atingiu o menino.

Idosa é morta atropelada por supostos traficantes no RJ


Pedro Dantas

Rio - Uma idosa foi atropelada e morta por supostos traficantes do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, que estavam em uma moto roubada. O acidente ocorreu na Avenida Nossa Senhora da Penha, um dos acessos à Vila Cruzeiro (zona norte). Segundo a polícia, os suspeitos eram perseguidos na manhã de hoje por uma viatura do 16º Batalhão de Polícia Militar de Olaria quando atropelaram a idosa, caíram e foram presos. Um deles foi identificado como Alex Sandro Mendes da Silva, o Lequinho. De acordo com os policiais militares, ele seria chefe do tráfico na Favela de Marindiba, na Penha. O rapaz na garupa seria o irmão dele e a identificação ainda não foi liberada pela polícia.

Augusta Pereira da Silva, de 72 anos, chegou a ser atendida no Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. "Eles estavam saindo de um baile funk na Favela da Chatuba, por volta das 10h. O suspeito quebrou o ombro, foi operado e está sob custódia no Hospital Souza Aguiar (Centro do Rio). Após a recuperação dele, vamos interrogá-lo para averiguar as suspeitas da PM" , disse a delegada-adjunta da 22ª Delegacia de Polícia, Viviane Carvalho. Segundo os PMs, dois homens em outra moto acompanhavam os suspeitos, mas conseguiram fugir.